Lição 13: A Santa Ceia, o Amor e a Ressurreição
OBJETIVOS
Mostrar as orientações de Paulo a respeito da celebração da Ceia do Senhor
Conhecer o poema reconhecer do amor
Saber a respeito da Ressurreição e o destino do Cristão salva
TEXTO DO DIA
” O amor nunca falha; mas, havendo profecias serão aniquiladas; havendo
línguas cessarão; havendo ciência, desaparecerá.” (1 Co 13.8)
SÍNTESE
O sacrifício de Jesus na cruz foi o maior exemplo de amor sacrificial.
Agenda de Leitura
Segunda – 1 Co 13.1 A excelência do amor
Terça – 1 Co 13.7 O amor tudo suporta
Quarta – 1 Co 13.13 A fé, a esperança e o amor
Quinta – 1 Co 15.4 Jesus morreu por nossos pecados, mas ressuscitou ao
terceiro dia
Sexta – 1 Co 15.14,17 Se Cristo não ressuscitou a nossa fé seria em vão
Sábado – 1 Co 15.20 Cristo Ressuscitou e é as Primícias dos que dormem
INTERAÇÃO
Com a graça
de Deus, encerramos a série de estudos a respeito da primeira carta de Paulo
aos Coríntios. Aproveite essa última aula do
trimestre e reflita com seus alunos a respeito dos principais pontos de 1
Coríntios. Pergunta o que eles mais gostaram de estudar nessa
primeira carta. Faça um resumo dos temas que foram tratados em série no
trimestre com oração de gratidão a Deus por esse tempo de aprendizado. Procure
ver os alunos que mais faltaram no trimestre. Converse com eles, procure saber
o motivo das faltas porém não faça cobranças. Ouça o que o aluno tem a dizer,
procure ajudá-lo. Fale a respeito da importância da escola dominical e da assiduidade.
Orientação
Pedagógica
Professor(a)
prezado(a), para concluir o trimestre, Reproduza o quadro abaixo e veja com os
alunos os principais pontos de 1 Coríntios.
O
significado da cruz ( l Co 1.18 – 2.16 ). |
Sejamos
atenciosos uns com os outros do que Cristo fez por nós. Não há lugar pior ou
para um a atitude de ‘sabe tudo ’. Precisamos ter a mente de Cristo . |
A
história da última Ceia ( l Co 11.23-29 ). |
A
Ceia do senhor é uma ocasião para relembrar conforme últimas palavras de
Cristo os seus discípulos, antes de sua morte na cruz: devemos Celebrar isso |
O
poema do amor (1 Co 13.1- 13)- |
O
amor deve guiar tudo que fazemos. Temos filhos diferentes (habilidades) e
gostos, mas somos chamados, sem exceção, para amar |
0
destino do cristão ( l Co 15 4 2 -5 8 ). |
Cristo
que morreu por nós, prometeu o quê, da mesma maneira como ele voltou à vida,
depois da morte também nossos corpos serão substituídos por corpos
celestiais. Então viveremos e reinaremos com Cristo |
TEXTO
BÍBLICO
1 Coríntios
11.23-25
23 Porque eu
recebi do Senhor o que também vos ensinei: que o Senhor Jesus, na noite em que
foi traído, tomou o pão;
24 E, tendo
dado graças, o partiu e disse: Tomai, comei: isto é o meu corpo que é partido
por vós; fazei isto em memória de mim.
25
Semelhantemente também, depois de cear, tomou o cálice, dizendo: Este cálice é
o Novo Testamento no meu sangue; fazei isto, todas as vezes que beberdes, em
memória de mim.
Introdução
Nesta última
lição do trimestre, mudaremos a respeito da ceia do senhor, o poema do amor, a
ressurreição e o destino dos salvos por Cristo Jesus.
I –
ORIENTAÇÕES A RESPEITO DA CELEBRAÇÃO DA CEIA DO SENHOR
1. Paulo repreende as dissensões durante a celebração da Ceia do Senhor (11.17-22).
As igrejas do primeiro século participavam de uma refeição comum que tinha por objetivo principal a comunhão dos membros, chamada ágape. Com o passar do tempo essa celebração se uniu com a comemoração da Ceia do Senhor. Todavia, durante essa celebração os irmãos em Corinto com melhores condições comiam suas refeições em separado das demais pessoas (vv. 18-20).
Paulo chega afirmar que “enquanto um passa fome, o outro fica embriagado”
(v.21). Ele reforça: “desprezais a igreja de Deus e envergonhais os que nada
têm?” (v.22). Os que chegavam mais cedo não esperavam pelos demais (v.33). O
apóstolo afirma que não podia louvá-los pelo comportamento à mesa (v.17).
2. Um olhar para o passado: O modelo da Ceia do Senhor (11.23-25).
Os Evangelhos sinóticos (Mateus, Marcos e Lucas) narram sobre a última ceia de Jesus com seus discípulos, mas eles foram escritos a décadas depois das Cartas aos Coríntios. Olhando para trás, a Ceia do Senhor apontava para a centralidade da morte de Cristo (vv. 24,25). O pão simbolizava o corpo de Cristo “que é partido por vós” e o suco de uva simbolizava o sangue vertido na cruz.
A base para absolvição de todo pecador no julgamento divino é a morte de Cristo. Por isso, a orientação de Jesus para celebrar a Ceia do Senhor em memória da sua morte. A morte de Jesus e seus efeitos não podem ser esquecidos pelo cristão, quanto mais for lembrada mais gratidão o crente vai demonstrar. Graças à celebração da Ceia do Senhor, os crentes estão periodicamente lembrando a morte do Senhor, porém, nem sempre com o devido respeito e reverência.
3. Um olhar introspectivo: O autoexame preventivo para não ser condenado (11.26-32).
Celebrar a Ceia do Senhor é testemunhar a
morte e ressurreição de Jesus, enquanto se aguarda o arrebatamento da Igreja.
Todavia, Paulo afirma que alguns irmãos coríntios estavam participando da Ceia
para “sua própria condenação” (v.29). A atitude dos crentes de Corinto durante
a celebração era “indigna” por “não discernir o corpo do Senhor”, um reflexo da
vida prática deles. Por isso, Paulo recomenda que ao participar da celebração
da Santa Ceia, cada um examine a si mesmo para
não ser condenado com o mundo (11.27-29).
O autoexame
deveria ser feito como igreja e individualmente. Paulo destaca que deveriam ser
revistas as atitudes contraditórias que estavam ocorrendo na própria Ceia do
Senhor, que refletiam o dia a dia deles, para uma correção de rumo. A Ceia do
Senhor aponta para a cruz de Cristo. Nela, o participante deve se ver
crucificado com Cristo, caso contrário deve rever suas atitudes para não ser
condenado com o mundo (v.32).
II – O POEMA
DO AMOR
1. A causa das divisões na comunidade de Corinto era a falta de amor.
O texto do capítulo 13 da Primeira Carta
aos Coríntios traz um dos mais belos poemas de todos os tempos, também
conhecido como “o hino do amor”. Na Carta ele deve ser interpretado à luz de
seu contexto, ou seja, os constantes conflitos e divisões da igreja em Corinto.
A vida na igreja , para que seja fraterna e feliz, exige a prática do amor. Sem
o amor, a igreja deixa de ser um local seguro e acolhedor. O poema do amor
deixa claro que ele se manifesta nas coisas mais simples do cotidiano. Paulo
mostra que a falta de amor é a principal causa das divisões na igreja.
2. A proeminência do amor sobre os dons (13.1-7).
Paulo termina o capítulo doze aconselhando
os coríntios a buscarem os melhores dons e ele os apresentaria “um caminho
ainda mais excelente” (12.31). Na sequência, apresenta o poema do amor para
mostrar como os dons deveriam ser utilizados. A igreja em Corinto se orgulhava
da grande manifestação dos dons espirituais nas reuniões, em especial os dons
de línguas e as profecias. O apóstolo assevera
que os dons sem o amor, não valeriam de nada.
Então, Paulo
passa a mostrar as características do amor: Ele é paciente, prestativo, não é
invejoso, não se ostenta, não é orgulhoso, não é inconveniente, não se irrita,
não guarda rancor, não tem prazer na injustiça, tem prazer na verdade, tudo
perdoa, tudo crê, tudo espera e tudo suporta (134-7)
3. A perenidade do amor: Ele jamais passará (1 Co 13.8-13).
Nós sabemos que os dons e serviços são
importantíssimos para a igreja, mas eles não permanecerão para sempre. Contudo
o amor jamais passará! Paulo assegura que somente quem tem maturidade
espiritual é capaz de demonstrar o amor verdadeiro. O amor é como uma
característica genética de Deus, que comprova a paternidade divina. A
maturidade cristã supõe a fé, a esperança e o amor, todavia, a maior das
virtudes é o amor (v. 13).
III – A RESSURREIÇÃO E O DESTINO DO CRISTÃO SALVO
1. A fé na ressurreição de Jesus é a garantia da vida eterna com Deus (15.1- 34).
Paulo, antes de chegar a Corinto, teve
uma experiência amarga em Atenas. O público estava atento à mensagem dele. Mas,
quando o apóstolo fala a respeito de Jesus e de sua ressurreição (anástasis),
os gregos pensavam se tratar de um paroleiro ou um pregador de deuses estranhos
(At 17.18). Assim, a rejeição foi imediata (At 17.32,33). Os gregos acreditavam que a
alma era imortal, nas vivia aprisionada no corpo mortal. O corpo era visto como
impedimento para a alma se realizar plenamente.
Em Corinto
não era diferente e mesmo algumas pessoas da igreja voltaram a ter dúvidas a
respeito da ressurreição. Então, Paulo reafirma a fé na ressurreição de Jesus
que garante a vitória definitiva sobre o pecado (1 Co 15.20-28). Ele afirma que
“se esperamos em Cristo só nesta vida, somos os mais miseráveis de todos os
homens” (1 Co 15.19).
2. Deus dará aos crentes salvos um corpo glorioso (15.35-50).
Para falar a respeito da ressurreição dos salvos e a transformação espiritual do corpo, Paulo usa a imagem do grão de trigo, que deve morrer para gerar vida (1 Co 15 35 – 3 8 ). Paulo ensina que corpo e sangue não podem herdar o Reino de Deus (15.50): “ Semeia-se o corpo à corrupção, ressuscitará em incorrupção.
Semeia-se em ignomínia, ressuscitará em glória.
Semeia-se em fraqueza, ressuscitará com vigor. Semeia-se
corpo animal, ressuscitará corpo espiritual […]” (15.42-44). Deus dá a cada sem
ente o corpo que quer (15.38). Ao salvo dará um corpo glorioso.
3. Os crentes salvos e que estiverem vivos na última hora serão arrebatados (15.51-58).
Entre os
gentios havia muitas dúvidas a respeito da ressurreição. Para eles, a morte era
um dos pré-requisitos para a ressurreição. Uma de suas preocupações era de
Jesus voltar e estando vivos não terem seus corpos transformados. Paulo os
tranquiliza ao afirmar que no arrebatamento “nem todos dormiremos, mas todos
seremos transformados, num abrir e fechar de olhos os mortos ressuscitarão
incorruptíveis, e nós seremos transformados” (1 Co 15.51.52).
Jesus
transformou o instrumento de tortura e humilhação para os gentios,
e a maldição para os judeus, em um sinal de salvação e ressurreição para os
cristãos. Quando Cristo se manifestar os cristãos salvos serão semelhantes a
Ele (1 Jo 3.2), revestidos da incorruptibilidade e da imortalidade (1
Co 15.54). Paulo conclui o capítulo 15 dizendo: “Portanto, meus
amados irmãos, sede firmes e constantes, sempre abundantes na obra do Senhor,
sabendo que o vosso trabalho não é vão no Senhor” (v.58).
SUBSÍDIO
1
“Beber o
cálice Na noite em que a Páscoa foi transformada na Santa Ceia,
Jesus tomou o cálice, deu graças e ofereceu aos seus discípulos, dizendo:
‘Porque isto é o meu sangue, o sangue do Novo Testamento, que é derramado por
muitos, para remissão de pecados’ (MT 26.28). Essa linguagem é simbólica. E o
vinho no cálice era o símbolo do sangue de Jesus. A palavra aliança
(testamento) significa um convênio solene e formal entre duas pessoas ou
grupos. Geralmente, para se oficializar uma aliança, matavam um animal e comiam
juntos a carne dele como sinal de amizade e boa fé. De fato, a palavra hebraica
berith (aliança) significa ‘comer em conjunto’ ou ‘amarrarem’.
A ceia da
aliança mostrava que os dois membros em ou partidos aceitavam os termos do
convênio. No Antigo Testamento, houve várias alianças entre Deus e os homens, como
as que Ele fez com Noé e Abraão.
Toda aliança consiste em quatro partes: as pessoas, as condições, a garantia de
cumprir as promessas e os resultados do cumprimento dos convênios. Examinemos a
aliança que Deus fez com Noé em Gênesis 9” (HOOVER, Thomas Reginald.
Comentário Bíblico 1 e 2 Coríntios. Rio de Janeiro, CPAD, 1999. p. 91).
SUBSÍDIO
2
“Após
encerrar seu ensino sobre dons espirituais e cultos bem ordenados, Paulo aborda
mais um problema. Alguns membros da igreja em Corinto afirmavam que os mortos
não ressuscitariam (1 Co 15 12 ). Paulo apresenta as
provas da ressurreição de Jesus como evidência daqueles que estão ‘em Jesus’ e
que também ressuscitarão. Satanás continua tentando convencer as pessoas de que
não há vida após a morte. Na tentativa de destruir a evidência da ressurreição
de Jesus, alguns sugerem que Ele não morreu, somente desmaiou para depois
recuperar a consciência no túmulo. Outros dizem que voltou a viver apenas na
mente dos seus discípulos.
Essas
pessoas deveriam ser corrigidas. O enterro de Cristo constitui um elemento
importante, pois prova que Ele realmente morreu (Jo 19.33). Sua ressurreição
constitui evidência de que Deus aceitara seu sacrifício, sendo parte integral
das Boas Novas pelas quais somos salvos. As múltiplas ocasiões em que Ele
apareceu aos seus conhecidos testificam a sua ressurreição” (HOOVER, Thomas
Reginald. Comentário Bíblico 1 e 2 Coríntios. Rio de Janeiro, CPAD, 1999. p.
132).
CONCLUSÃO
Nesta última
lição do trimestre estudamos temas relacionados à cruz de Cristo. Vimos
que a celebração da ceia do senhor aponta para a cruz de Cristo. Aprendemos
também a respeito do poema do amor que reflete sua Plenitude no amor oferecido
por Jesus na cruz e que nunca passará, e a ressurreição de Cristo que garante a
nossa ressurreição
HORA DA
REVISÃO
1. Para quem apontava a Ceia do Senhor?
Olhando
para trás, a Ceia do Senhor apontava para a centralidade da morte de Cristo
(vv. 24,25).
2. O que simboliza o pão na Ceia do Senhor?
O pão simbolizava o corpo de Cristo “que é partido por vós”.
3. O que simboliza o suco de uva na Ceia do Senhor?
O suco de uva simbolizava o sangue
vertido na cruz.
4. Qual é a base para a absolvição de todo pecador?
A base para absolvição de todo pecador no
julgamento divino é a morte de Cristo.
5. Em qual capítulo da Primeira Carta aos Coríntios encontramos o chamado “poema do amor”?
No capítulo 13.
Pb. Rogério Faustino
Newebd
Compromisso com a Palavra